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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

iPhone 4S chega ao Brasil em 16 de dezembro

TIM, Claro, Oi e Vivo confirmaram o lançamento no país.
iPhone 4S tem chip e internet mais rápidos, além de assistente de voz.


iPhone 4S (Foto: Divulgação)iPhone 4S (Foto: Divulgação)
A TIM, a Claro e a Oi informaram nesta quinta-feira (1) que o iPhone 4S, o novo smartphone da Apple, chega ao Brasil no dia 16 de dezembro --os aparelhos começarão a ser vendidos a partir das 0h do dia 16, na virada de quinta-feira (15) para sexta-feira (16). Ainda não há informações sobre o preço do aparelho.
A Vivo foi procurada pelo G1 e disse que não confirmaria a data, porém o "lançamento será feito simultaneamente por todas as operadoras".
Na última sexta-feira (25), as operadoras começaram a se preparar para fazer um pré-cadastro de usuários que tenham interesse em comprar o novo iPhone. Os interessados já podem fazer cadastro nos sites da Vivo, daTIM, da Claro e da Oi.
O iPhone 4S foi anunciado pela Apple em outubro e vem com processador mais veloz de dois núcleos, câmera atualizada com 8 MP, maior velocidade de conexão à internet via rede de telefonia celular e um sistema inteligente de interação via voz, o Siri.
Até agora, o Siri foi tem suporte para inglês (americano, britânico e australiano), francês e alemão. Em 2012, o assistente terá suporte para outros idiomas, como japonês, chinês, coreano, italiano e espanhol. O português, no entanto, ainda não foi confirmado.
Comentário¬
Bom, vai ser ótimo para os brasileiros com a chegada desses smartphones pois a busca por conhecimento e entretenimento vai ficar bem mais fácil por esses aparelhos que em muitos casos são melhores que um computador em si.
Wanderson Lima

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Indígenas da reserva Raposa Serra do Sol têm problemas com o alcoolismo .

A equipe do JN no Ar está em Roraima. A repórter Cristina Serra foi à reserva indígena Raposa Serra do Sol, que representa 7,5% de todo o estado, para ver como vivem os índios desde que o Supremo Tribunal Federal se decidiu pela demarcação da área contínua das terras. Essa decisão tornou obrigatória a saída dos fazendeiros e de todos que não eram índios.
Segundo Cristina Serra, duas coisas chamaram a atenção. A primeira é que os diferentes grupos indígenas que vivem dentro da reserva hoje em dia têm uma convivência bem menos tensa do que há 2 anos e meio. Naquela época, na retirada dos arrozeiros e dos não índios em geral, havia quase que um clima de confronto entre esses dois grupos, porque eles têm visões diferentes sobre a convivência com os não índios. Hoje em dia, apesar dessas divergências, eles conseguem ter uma convivência bem menos tensa e até um certo esforço de entendimento entre eles.
Outra coisa que chamou a atenção foi que a reserva indígena tem muitos problemas para resolver, um deles, muito grave, é o alcoolismo.
A equipe do JN no Ar chegou a Boa Vista pouco depois da meia-noite. De manhã cedo, voaram num monomotor até a terra indígena Raposa Serra do Sol.
A reserva tem 17 mil quilômetros quadrados. É mais de 11 vezes o tamanho da cidade de São Paulo e faz fronteira com a Venezuela e Guiana.
Vivem lá 20,8 mil índios, em pequenas comunidades. Há dois anos e meio, o Supremo Tribunal Federal confirmou a demarcação definitiva e determinou que apenas indígenas permanecessem na reserva. Fazendeiros, que produziam principalmente arroz, tiveram que abandonar as propriedades.
A retirada dos não índios ainda provoca muita polêmica na Raposa Serra do Sol. Parte dos índios considera que a situação melhorou já que a terra, agora, pertence apenas às comunidades. Mas muitas famílias foram prejudicadas porque trabalhavam para os fazendeiros e perderam seus empregos.
O casal Elielva e Francisco ilustra o dilema de muitas famílias da reserva. Ela é índia macuxi, professora. Ele é ex-empregado de uma fazenda de arroz. Casais miscigenados tiveram permissão para permanecer na reserva. Mas, Francisco esta desempregado até hoje.
“Eu trabalhava com o trator, tínhamos uma vida muito melhor do que hoje”, lamenta o desempregado Francisco de Assis.
Percorrendo as trilhas da reserva, chegamos a um antiga fazenda de arroz. Quem toma conta das terras agora é o seu João, índio macuxi, que tem 12 filhos.
Um monte de entulho foi o que sobrou das construções da antiga fazenda. Lá, ficavam os alojamentos dos trabalhadores, a cozinha e os depósitos de fertilizantes e equipamentos. Do outro lado, ficavam os campos de arroz. Agora, a terra é propriedade coletiva dos índios, que querem recuperar a vegetação nativa. Seu João diz que a terra também é boa para a pastagem de gado.
“Muita gente diz que o capim ia morrer, mas não aconteceu isso não”, garante seu João.
As comunidades indígenas têm 32 mil cabeças de gado. A produção agrícola é quase só para consumo interno. Muitos índios também recebem o Bolsa Família. Com a sobrevivência mais ou menos garantida, a preocupação agora é outra. Um dos líderes indígenas, o tuxaua Reginaldo diz que o alcoolismo é uma herança pesada da convivência com os não índios.
“Hoje, o problema número um de todas as comunidades é a bebida alcoólica. A maior parte dos indígenas está dependente do álcool.Eles trocam animais ou o seu próprio alimento por bebida alcoólica”, conta o chefe indígena Reginaldo de Lima Bonifácio.
A Funai reconhece a gravidade do problema.
“Nós sempre fazemos campanha de orientação para que seja combativa a bebida alcoólica. Existe da parte das organizações, especialmente das mulheres indígenas, uma luta contra a bebida alcoólica. É proibido vende e consumir bebida alcoólica dentro das comunidades”, diz André Vasconcelos, coordenador da Funai (RR).
Para o antropólogo José Carlos Franco de Lima, o futuro passa pela busca de uma harmonia entre o modo de vida tradicional com os apelos da sociedade moderna.
“Três grandes desafios: o primeiro, combinar desenvolvimento com tradição; o segundo consolidar mecanismos de participação política e definição de políticas públicas; e o terceiro, construir uma sociedade que dê conta da adversidade cultural”, aponta.
O maior orgulho das comunidades são as escolas indígenas, como a que visitamos. Com o apoio de ONGs, a escola oferece o ensino médio e o curso técnico em agropecuária e manejo ambiental. A aula de hoje era a história da Raposa Serra do Sol.
O JN no Ar , com o apoio da TV Roraima, vai passar mais um dia no estado para saber onde moram e o que estão fazendo os produtores de arroz e os funcionários das fazendas que foram obrigados a sair da reserva. A maioria foi recomeçar a vida em Boa Vista.

Dilma afirma a empresários que Brasil vai enfrentar crise internacional sem “achatar salários”


A presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira (30), para uma plateia de empresários que seu governo vai cuidar para que os trabalhadores brasileiros não sofram com a crise internacional que vem abatendo os países desenvolvidos.

Ela disse que o Brasil tem uma boa poupança em dólares para se proteger da crise, mas que o país não está livre de se contaminar.

- Temos 420 bilhões de depósitos compulsórios [...] mas não achamos que somos um país isolado.

Ao defender a parceria do governo com o setor privado, ela mandou um recado para os empresários que foram ao fórum da revista econômica Exame.

- Nós não vamos nem achatar salário e nem precarizar o mercado de trabalho.

Ela disse ainda que o Brasil tem todos os elementos para não entrar na crise:

- O governo construiu as muralhas necessárias para que essa crise nos afete menos.

Caso do aluno que atirou na professora sugere reflexões nas escolas. Timidez pode esconder as angústias de uma criança.

Algumas coisas que acontecem na vida parecem não ter explicação. E não têm mesmo. Tentar compreendê-las não passa de especulação. Mas sem fazer isso, a dureza de alguns fatos torna-se demasiadamente pesada. Só depois de se falar muito deles, pensar, sofrer... só assim algo poderá ser elaborado.
Um desses acontecimentos foi bem recente. Trata-se do menino Davi, de dez anos, que após atirar em sua professora, atirou em sua própria cabeça, cometendo suicídio. Algo incomum para uma criança dessa idade. Diante do que aconteceu, seu pai tem consciência de que nunca vão obter uma resposta.
Achar que foi apenas uma brincadeira que deu errado, como alguns cogitam, é dar um significado muito simplório à atitude do garoto. Nossos atos não são meros acasos, eles têm um sentido. Ainda mais em se tratando de tentar matar o outro e matar-se a si próprio.
Há indícios de que havia um desconforto do aluno em relação a essa professora. E ideias verbalizadas do que ia fazer. Inclusive, mostrado num desenho. O que não é de todo estranho – desenhou a ele com duas armas e a figura de uma professora. Nem sempre damos atenção ao que as crianças dizem e expressam em seus desenhos. Que, é claro, só poderão ser entendidos dentro de um contexto. Ele disse o que ia fazer e cumpriu.
De uma maneira planejada – pegou a arma do pai e negou, quando questionado, que estivesse com ela. O fato surpreendeu a todos, inclusive a professora. Davi é descrito como criança quieta e tímida, aluno exemplar e com poucos amigos – o que ele fez parece não se encaixar em seu perfil.
Geralmente a preocupação de pais e escola é dirigida às crianças mais agressivas e arteiras. Elas também podem extrapolar. Mas a criança muito quieta e tímida não é assim à toa. As vezes, a angústia delas é maior. As primeiras expressam seu sofrimento, tendo chance maior de receberem ajuda. As mais fechadas, não. Não causam transtorno e parecem bem adaptadas as suas condições de vida. Quando manifestam sua dor, tendem a fazer de maneira extremada.
Talvez essa seja uma das lições que se pode tirar dessa situação. Outra questão a ser levada em conta, que gera muita preocupação, é o acesso que se tem a armas de fogo. Na casa de Davi havia uma, que seu pai ensinou a manusear. Quando usada, pode ser fatal. Ele era apenas uma criança de dez anos, não condiz com seu momento de vida saber lidar com uma arma. Vai além de sua maturidade. Não é qualquer um que deve ter acesso a elas.
Quem sabe essa tragédia possa ajudar a pensar nessas questões e promover mudanças.
E agora o que resta? Muita dor e questionamentos, que não devem ser colocados debaixo do tapete. Devem ser olhados e encarados. Não falar sobre o assunto tende a aumentar o sofrimento daqueles que vivenciaram de perto a situação. Como aconteceu com o menino Davi.
A escola tem um papel importante nisso, abrindo espaço para que professores e alunos expressem sua dor. Como a atitude de levar rosas brancas no retorno as aulas. Mas, também, propiciando que eles conversem sobre o ocorrido.
No começo não será fácil para muitos. Com o tempo as coisas tendem a melhorar.